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6 tendências tecnológicas que vão mudar a gestão dos negócios em 2017

Por a 11 de Janeiro de 2017 as 17:22
omnicanal

Os chatbots, a inteligência artificial e o blockchain (sistema que está por detrás da bitcoin) são algumas das tendências tecnológicas que irão mudar a forma como os empresários gerem os seus negócios em 2017, diz o CTO da multinacional de soluções de gestão de empresas Sage.

Klaus-Michael Vogelberg, Chief Technology Officer (CTO) da Sage, prevê seis tendências tecnológicas às quais os empresários devem estar atentos em 2017, uma vez que vão moldar a partir deste ano a forma de trabalhar das empresas. “Todas as empresas – grandes ou pequenas – estão a transformar-se de uma forma mais ou menos intensiva em negócios tecnológicos. Os empresários devem por isso estar atentos às oportunidades que estes desenvolvimentos tecnológicos podem trazer à sua atividade”.

A saber:

1.  Chatbots e assistentes virtuais

“Os assistentes virtuais tais como os chatbots vão tornar-se cada vez mais comuns em diferentes dispositivos e nas interfaces de utilizador que os empresários utilizam para gerir e controlar as suas empresas. Estas interfaces vão alterar a forma como humanos e computadores trabalham e interagem. Enquanto, no passado, os utilizadores utilizavam teclado ou rato para interagir com os computadores, gradualmente esta interação passará a ser feita oralmente ou através de controlo gestual com as mãos, cabeça ou olhos. A experiência do utilizador não só se tornará mais conveniente, mas também mais divertida – estes sistemas irão trabalhar autonomamente e terão capacidades de autoaprendizagem. Eventualmente, o software será capaz de trabalhar sem intervenção do utilizador, ou utilizar toda a informação recolhida em atividades futuras”.

A Sage lançou em 2016 o seu primeiro chatbot de contabilidade – o PeggTM, que  funciona como um assistente inteligente que permite aos utilizadores monitorizar as suas despesas e gerir as suas finanças através de uma app de chat tal como o Facebook Messenger e o Slack.

2. Inteligência artificial

“A inteligência artificial é outra das grandes tendências a acompanhar, mesmo pelas pequenas empresas”, afirma Klaus-Michael Vogelberg. “Com a expansão do volume de dados gerada por todo o tipo de sensores e dispositivos de um lado, e o software de análises especial e os agentes inteligentes cada vez mais acessíveis e poderosos do outro, as empresas precisam de encontrar formas de extrair conhecimento da atual riqueza do Big Data”.

O responsável aconselha as pequenas e médias empresas (PME) a trabalharem em equipa. “Se as pequenas e médias empresas unirem sinergias e – considerando as suas políticas corporativas de proteção de dados e segurança – partilharem o potencial das suas equipas e informação com outras empresas de uma forma estruturada e sistemática, podem beneficiar dessa colaboração ao receberem uma base de dados mais ampla e completa e melhor data intelligence. Como acontece nos mecanismos de crowdsourcing, esta base de dados irá permitir às empresas compreender melhor os comportamentos dos seus clientes, o que necessitam, o que lhes oferecer e em que áreas de negócio investir”.

3. Blockchain – ou como criar confiança na era digital

Os empreendedores devem analisar “cuidadosamente se, e quando”, a nova tecnologia blockchain pode impactar os seus modelos de negócio atuais. As indústrias que trabalham como intermediárias entre duas partes – tal como advogados, notários, imobiliárias ou intermediários financeiros – “podem ser afetadas por esta abordagem inovadora”. Os contabilistas podem também ser afetados pela forma como se farão negócios no futuro, uma vez que “o blockchain tem a capacidade de eliminar uma grande parte da carga de trabalho – tal como controlar e agendar transações, transferências de dinheiro ou pagamento de faturas – tarefas que atualmente são geridas por estes profissionais”.

Mas como é que isto acontece?

“O blockchain organiza transações de bens digitais entre duas partes de uma forma totalmente inovadora. Em vez de utilizar intermediários como bancos, notários, autoridades estatais ou plataformas comerciais para legitimar a troca de determinados bens – tais como propriedades digitais, mercadoria comercial digital, contratos digitais, ou até mesmo transações financeiras através de moedas digitais como os Bitcoins – os blockchains permitem aos indivíduos transferirem esses bens de uma forma direta, segura e imutável entre eles. Um livro-mestre descentralizado, que é essencialmente uma base de dados de bens partilhado entre múltiplos participantes, combinado com algoritmos cripto-económicos são a base tecnológica de um blockchain. Todos os participantes de um blockchain (chamados de nodes) têm acesso ao livro-mestre divulgado, que contém um inventário de todos os bens digitais relevantes. Todas as partes dentro desta rede têm a sua própria cópia idêntica do livro. Quaisquer alterações são aplicadas em todas as cópias em apenas alguns minutos ou mesmo segundos. Assim, o sistema torna-se transparente e cria confiança entre todos os participantes sem necessitar de ser legitimado por uma terceira parte autorizada”.

 4. Revolucionar o movimento de dinheiro

A forma como as pessoas efetuam pagamentos ou transferências de dinheiro  alterou-se com a internet e os dispositivos móveis, que permitem aos utilizadores realizar transações através de um click.

“Em 2017, mais e mais recentes soluções irão permitir às empresas estabelecer uma cadeia de pagamentos integrada e automatizada com os seus fornecedores e clientes. Estas novas soluções permitem realizar pagamentos a toda a hora e em todo o lado, de forma imediata e em vários canais e estarão totalmente integrados com os sistemas contabilísticos financeiros das empresas do futuro”.

5. Infraestruturas baseadas em plataformas

Em 2017, mais e mais PME irão substituir os seus sistemas de software atuais por soluções integradas de software na cloud, prevê o CTO.

“A grande vantagem destas plataformas é que oferecem, mesmo às empresas mais pequenas, acesso a serviços e soluções de software empresarial inovadoras que estas não teriam capacidade de adquirir há cinco anos atrás. Em certa medida, este tipo de plataformas cloud está a democratizar a forma como as empresas têm acesso a aplicações de última geração e a tecnologias inteligentes e escaláveis. Estas tecnologias permitem aos empreendedores descobrir novos métodos de trabalho e dá-lhes as infraestruturas que necessitam para receber todo o tipo de informação dos seus parceiros ou da Internet of Things (IoT), analisá-la, e depois – num estilo “citizen developer” – criar algo novo e produtivo,” acrescenta o CTO da Sage.

6. A Internet of Things vai criar novos serviços e perfis de trabalho

As PME devem “procurar as novas oportunidades que surgem com a IoT no quotidiano”. Múltiplos fluxos de dados oriundos de todo o tipo de sensores incorporados em máquinas, carros, bens móveis e imóveis, roupas e mesmo em humanos (como em procedimentos médicos, por exemplo) resultarão em um “verdadeiro tesouro valioso de informação, criando assim uma grande diversidade de novos serviços”.

Assim, as PME devem pensar como usar esses fluxos de informação para crescerem nos seus respetivos setores de atividade. Eis alguns exemplos:

– “As empresas de retalho e proprietários de lojas podem conectar-se a dispositivos domésticos inteligentes para fornecer aos seus clientes, de forma automática, bens e serviços;
– Na área Mecânica, poderão desenvolver-se novos serviços para prever a manutenção de todo o tipo de infraestruturas técnicas;
– As empresas de logística poderão otimizar, por exemplo, a navegação das suas frotas de camiões ao utilizar informação de trânsito de diferentes fontes, incluindo informação de smart cities sobre sinais de trânsito, ruas ou outros veículos;
– Os serviços de segurança poderão desenvolver todo o tipo de serviço de vigilância através de uma nova tecnologia de casas inteligentes;
– Por fim, os serviços de cuidados médicos móveis irão inovar o seu trabalho com a ajuda de todo o tipo de novos dispositivos para, por exemplo, melhorar o seu apoio a pessoas mais idosas que vivem sozinhas”, indica o responsável.

“Em 2017, todas as empresas devem começar a pensar em si próprias como empresas tecnológicas. Para se manterem competitivas, devem agarrar as oportunidades que estes desenvolvimentos trazem e alterar cada aspecto das atuais formas de trabalhar tradicionais”.

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