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Os novos formatos para o consumo individual de vinho

Por a 6 de Junho de 2016 as 12:38
Wine in tube

Wine in tubeQuando conhece a luz do sol, em 2012, a loja online especializada em vinho Wine Spiritus, com distribuição na Europa e nos Estados Unidos da América, tem como principal vocação facilitar a compra de néctares portugueses a partir do exterior mas também lançar novos conceitos de degustação desta bebida tradicionalmente produzida em Portugal. É desta vontade que, no mesmo ano, a empresa chega a acordo com a WIT – Wine in Tube – para lançar uma nova forma de consumir vinho no nosso País. “O vinho em tubo é um conceito inovador, alicerçado nos valores da marca, que dá resposta a uma procura incessante de alternativas inovadoras que ajudem a diferenciar e sustentar as raízes da empresa”, explica em entrevista ao HIPERSUPER Diamantino Duarte, gerente da Wine Spiritus, acrescentando que o conceito permite “degustar produtos premium em quantidade controlada e com preços mais acessíveis”. Este conceito é hoje um dos pilares da empresa.

Em parceria com produtores portugueses, a empresa lançou novos conceitos de degustação de vinho em formato de dose individual que, garante o responsável, “mantêm todas as características organoléticas do produto”, embora numa embalagem mais pequena, “inovadora e requintada”. O WIT é um tubo de vidro serigrafado à imagem de cada produto e está disponível em quatro capacidades (40, 50, 60 e 100 ml). O design e o processo de enchimento estão protegidos por cinco patentes.

“Após uma reunião em Bordéus, França, no final de 2011, estabelecemos um acordo para a representação exclusiva da marca em Portugal. A partir daí, começou o desafio de vender produtos portugueses assentes no formato de tubo. Atualmente, os nossos clientes utilizam este formato para produtos como vinho tranquilos e generosos, licores, bebidas espirituosas e azeite, entre outros”, conta o responsável.

Além dos produtores nacionais de bebidas, apostam neste formato de embalagem os operadores do canal horeca (hotéis, sobretudo), concretamente para fornecer tratamentos VIP, fazer oferta de bebidas ou para disponibilizar no mini-bar do quarto de hotel. “Este formato permite comercializar uma gama muito variada de produtos de qualidade, em doses individuais e com custos controlados”.  Mas também as lojas gourmet e as localizadas em zonas mais turísticas, uma vez que são produtos “representativos de Portugal” e podem ser transportados como bagagem de mão no avião devido à capacitação máxima abaixo do limite exigido. Além do setor ‘corporate’ que também utiliza este formato para brindar os clientes como uma oferta fora do vulgar”.

Copo pronto a beberSplit wine in tube

Quatro anos depois, já este ano, a empresa lança um novo formato, um copo de vinho pronto a beber, em PET, que resulta de uma parceria entre três empreendedores e a empresa nortenha Barão de Vilar. “A inovação desde formato nasce das próprias necessidades destes jovens empreendedores no seu consumo de vinho. Uma solução que se adapta a um estilo de vida mais moderno e que permite um consumo personalizado, adequado a cada situação”, sublinha Diamantino Duarte. “O processo de acondicionamento em vácuo permite preservar as características das bebidas”. O copo pronto a beber leva cerca de um quatro da quantidade da garrafa tradicional (187ml), é dotado de uma embalagem inquebrável, fácil de transportar” e que promete uma experiência de consumo muito idêntica ao tradicional copo de vinho. “A parceria com a Barão de Vilar resulta naturalmente das relações já existentes com a empresa de Vila Nova de Gaia que utiliza a embalagem em tubo para algumas das suas marcas de Vinho do Porto”.

A gama de lançamento do vinho em copo, comercializado sob a marca Split, inclui dois néctares tintos (DOC Douro e monoscasta cabernet sauvignon), um branco (DOC Douro), um rosé e uma sangria tinta. Ainda a levar a cabo o plano estratégico de distribuição da nova marca, a Wine Spiritus está a apostar em hotéis, restaurantes de serviço rápido, desde ‘take away’, passando pelo ‘home delivery’ e festivais de comida de rua. “Estamos também em contato com responsáveis de organização de festivais de música e outros eventos do género, uma vez que este tipo de embalagem inquebrável se enquadra nos parâmetros admissíveis para recintos fechados. A seguir, vamos trabalhar o retalho especializado”, revela

Sem revelar a faturação, Diamantino Duarte adianta que o volume de negócios da empresa cresceu 26% no ano passado face a 2014. Com o lançamento de novos produtos e a consolidação do reconhecimento da marca, estima acelerar 30% este ano. Os mercados externos representam 25% da atividade da empresa.

 

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