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Soluções financeiras para alavancar (ou iniciar) um negócio

Por a 21 de Março de 2016 as 11:09
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ComparajaFundos Estatais, “Crowdfunding”, “Venture Capital”, Crédito Pessoal… são numerosas as soluções à disposição de quem pretende alavancar (ou começar) o seu negócio. Mas quais as vantagens e desvantagens associadas a cada uma das opções?

A partir da história do Vítor e da Rita, dois jovens empreendedores, o ComparaJá.pt explica quais as melhores alternativas financeiras para os empresários portugueses.

Em Portugal, o crédito tem sofrido (bastantes) alterações nas últimas décadas. Até 1987, por exemplo, esteve maioritariamente reservado para as empresas, tendo os particulares de recorrer a fontes alternativas de financiamento, tais como a venda de bens pessoais e o empréstimo de amigos ou familiares. Um ano volvido, os acordos de Basileia (I, II e III) trouxeram algumas novidades no que toca à legislação do crédito ao consumo, eliminando restrições ao acesso e estipulando os limites em determinados rácios de capitais próprios das instituições financeiras.

Esta liberalização do sistema financeiro fez com que a partir da década de 90 surgissem em Portugal novas soluções financeiras à disposição de particulares e pequenos empresários. Foi a tão esperada evolução por parte daqueles que tinham uma excelente ideia de negócio mas não dispunham de capital para fazer o projeto andar para a frente.

Microcréditos e Fundos Estatais: o Estado e a Mão (pouco) Invisível

Na era das startups abrir o próprio negócio é cada vez mais “trendy”. Porém, é natural que surjam algumas questões quanto às melhores soluções para dar um “empurrãozinho” na fase inicial de uma empresa embrionária.

O Vítor era um marketeer em início de carreira que, estando insatisfeito com as suas perspetivas profissionais, decidiu voltar às origens e recuperar as vinhas do avô no Alentejo. Agora o objetivo é exportar a sua produção de vinho biológico para o estrangeiro. Ele sabe que o programa Portugal 2020, tendo como um dos principais pilares basilares a competitividade e internacionalização, pode ser uma boa opção.

Este programa provém de um acordo entre Portugal e a Comissão Europeia, constituído por cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento – FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP – no qual se apresenta a política de desenvolvimento económico, social e geográfico a executar, em Portugal, entre 2014 e 2020, e durante o qual serão financiados 25.000 milhões de euros.Comparaja.pt

Para concorrer, o Vítor tem de ter a situação fiscal singular e coletiva em ordem e submeter a candidatura no Balcão 2020 e aguardar pela decisão (que pode demorar mais de dois meses). Se for positiva, o financiamento é atribuído de acordo com o desempenho da empresa e apenas terá de justificar os investimentos realizados e mostrar resultados.

Por seu turno, um desempregado de longa duração com uma ideia de negócio viável e sustentável que não consiga acesso a crédito bancário, como é o caso da Rita, que quer muito abrir uma padaria gourmet, pode candidatar-se a um microcrédito com apoio do Estado.

Existem alguns programas – como o SOU MAIS ou o microcrédito da Associação Nacional de Direito ao Crédito – que permitem o acesso até 20.000 euros a quem tenha pelo menos 18 anos e não possua registos problemáticos no sistema bancário português. Tal como um crédito pessoal corrente, este financiamento deve ser pago em mensalidades. Há, porém, um período de carência, durante o qual a Rita só vai amortizar juros, ficando com prestações mensais mais reduzidas.

Alguns bancos também praticam a vertente de microcrédito, que pode estar ou não dentro âmbito do Programa Nacional de Microcrédito. Se a Rita enveredasse por esta opção, poderia usufruir de ajuda por parte da instituição na preparação e implementação do seu negócio, e, uma vez em funcionamento, no acompanhamento ao nível da gestão.

Além disso, uma percentagem do financiamento podia ser utilizada para a Rita apostar na sua formação e tirar o curso de gestão hoteleira com que sempre sonhou e que seria fundamental para ajudá-la a gerir a padaria.

Crowdfunding: grão a grão…

A ganhar cada vez mais adeptos em Portugal está o “crowdfunding”, principalmente pela variedade de áreas que representa em termos de projetos a serem financiados. Este sistema colaborativo é bastante simples e maioritariamente digital: as pessoas investem (anonimamente ou não) com o montante que pretenderem num projeto à sua escolha.

A falta de financiamento e o ambiente económico adverso dos últimos anos levaram a que vários empreendedores recorressem a esta solução. Um deles foi o Vítor, o nosso empresário a gerir uma vinha. Para angariar fundos para apresentar o vinho em algumas exposições e feiras gastronómicas, só teve de apresentar o projeto, através de conteúdo online, qual o objetivo a que se propõe, o financiamento mínimo que precisa e o período de angariação. Como oferecia uma garrafa da sua última colheita a quem lhe cedesse pelo menos 20€, conseguiu a verba necessária para se por na estrada. Caso não tivesse conseguido atingir o valor mínimo fixado inicialmente, os fundos seriam devolvidos aos investidores.

Venture Capital e Business Angels

A Rita, a nossa empresária da padaria gourmet, também ponderou avançar com uma “venture capital”, isto é, uma empresa de capital de risco. Ou ainda com um “business angel”, investidores privados que investem capital próprio em projetos válidos. Porém, após ter apresentado o projeto, percebeu que tanto na primeira como na segunda solução preferiam expandir o negócio para o resto do País, algo que não desejava, pelo menos para já.

Mas no que diferem maioritariamente estas soluções? Por norma, a proximidade, a participação na empresa e os montantes financiados. Neste caso, o “business angel”, como contrapartida do possível investimento na padaria, quis ser sócio ativo da empresa, disponibilizando não apenas capital, mas também a rede de contactos, o conhecimento e a experiência de gestão, assim como o seu tempo.

Por seu turno, na apresentação do projeto na sociedade de capital de risco, a Rita percebeu que o acompanhamento seria mais técnico e distanciado, se bem que a venture não pretendia ter maioria de participação na empresa.

Crédito Pessoal

Imagine-se, por fim, que o Vítor optava por alavancar o negócio do vinho através de um crédito pessoal que lhe permitisse materializar o projeto, dando um empurrão a curto e médio prazos.  Esta alternativa, também conhecida por empréstimo sem garantia, é uma solução que viabilizaria ao Vítor pedir emprestado uma quantia específica de dinheiro e pagá-la de volta através de prestações fixas durante um certo prazo. Ao contrário da opção anterior, que requer algum tipo de garantia, neste caso apenas teria de pagar as prestações mensais relativas ao contrato que assinou – tendo em conta taxas de juro, comissões iniciais, seguros, montante total imputado ao consumidor e prazo de pagamento.

As pequenas e médias empresas (PME) portuguesas podem ainda recorrer ao factoring, um mecanismo financeiro disponível a instituições com dificuldades de gestão financeira, que consiste na conversão de créditos comerciais de curto prazo, resultantes do fornecimento de bens ou serviços, em liquidez imediata.

Crédito Hipotecário

Por fim, uma hipótese que tanto a Rita como o Vítor descartaram logo desde início foi o crédito hipotecário. Tal como o nome indica, consiste num contrato de crédito garantido por hipoteca. Normalmente, essa hipoteca incide sobre a habitação do requerente, mas pode incidir sobre o próprio negócio, podendo ser também utilizada como crédito multiusos ou consolidado.

O facto de terem de dar a casa como garantia que pagariam o crédito foi a principal razão pela qual a Rita e o Vítor procurassem soluções mais vantajosas para empreendedores. É fundamental analisar detalhadamente todas as opções disponíveis, principalmente quando se quer avançar com um negócio próprio, pois o tipo de financiamento escolhido terá grande impacto no desenvolvimento do projeto. Além disso, é sempre bom estar a par das novas tendências de mercado. Hoje os os empréstimos “peer-to-peer”, em plataformas como a Zopa, Prosper ou Lending Club, são apenas uma ideia revolucionária, mas amanhã poderão ser a opção standard para quem quer iniciar ou alavancar o seu negócio.

Um comentário

  1. Valeria Marco

    30 de Setembro de 2019 at 6:53

    Meu nome é Valeria Marco. Há 6 meses, meu negócio entrou em colapso. Eu não tinha esperança de recuperar meu negócio novamente. Tentei emprestar dinheiro do banco, mas não tinha dinheiro suficiente no meu cartão de crédito e nenhuma propriedade como garantia para obter um empréstimo; então, uma amiga muito próxima minha, Camila Diego, me apresentou a um credor genuíno através da Internet chamado GINA MORGAN EMPRÉSTIMO LTD. A empresa de empréstimos desta mulher conseguiu me emprestar 160.000 € sem nenhuma propriedade como garantia ou cartão de crédito, mas ela me entregou com confiança. Então, meus amigos, eu disse a mim mesmo por que ser egoísta, então decidi compartilhar essas informações com todos. Se você precisar de um empréstimo de um credor confiável, entre em contato com Gina Morgan através do email: [email protected]

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