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Promoções atingem 41% das vendas de grande consumo em Portugal no último ano

Por a 23 de Fevereiro de 2016 as 11:47
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promocoesO mercado de grande consumo em Portugal registou, entre outubro e dezembro passados, um crescimento de vendas de 0,9% face ao período homólogo, segundo os dados do relatório “Growth Reporter” elaborado pela consultora Nielsen. O País regista a segunda maior queda de preços entre os países europeus analisados, devido à atividade promocional.

No último trimestre de 2015, Portugal registou um resultado positivo de 2,3% na variação das vendas de bens de grande consumo, devido sobretudo ao mês de dezembro (+2,4%), já que não se registaram crescimentos em Outubro e Novembro.

Portugal fecha assim o ano de 2015 com um crescimento nominal de 1,4%, o que se traduz num aumento de 1,8% do volume de vendas de grande consumo. A categoria de bebidas alcoólicas é a que mais cresceu (5%) e a de lacticínios a que mais agravou as suas perdas (-3%). Tendo em conta o conjunto de todas as categorias de bens de grande consumo, as marcas de fabricante continuam a crescer (3,8%) acima das marcas da distribuição que perdem -2,8%. “Esta situação deve-se à intensa atividade promocional com mais incidência nas marcas de fabricante”, explica em comunicado a consultora.

“Não sendo exceção à regra europeia, a deflação no País foi-se acentuando ao longo dos trimestres e, assim, evidenciando a forte atividade promocional, que conseguiu atingir um valor sem precedentes de 41% do total das vendas em valor no mercado dos bens de grande consumo”.

Considerando a evolução dos formatos de venda a retalho, as lojas mais pequenas (com menos de 400 metros quadrados) foram as mais dinâmicas neste sector, com um crescimento de 2,8%. “Para este dinamismo, contribuiu a grande expansão das cadeias organizadas de comércio de proximidade”.

Turquia é o mercado europeu que mais cresce em vendas

Na Europa, durante o quarto trimestre de 2015, os bens de grande consumo cresceram 2,1% sendo que as quantidades vendidas aumentaram 0,8%, enquanto o preço cresceu 1,3%, o que corresponde ao “mais baixo crescimento desde o terceiro trimestre de 2010” (1,1%).

consumoApesar disso, o volume de vendas subiu pelo sétimo trimestre consecutivo. “Os consumidores europeus têm vindo a beneficiar de um ritmo historicamente lento de inflação dos preços acompanhado por um rápido crescimento do volume de vendas dos bens de grande consumo”, explica a consultora.

Entre os 21 países europeus avaliados, os preços caíram mais acentuadamente em Portugal (-1,3%) e na Suíça (-1,6%). Outros quatro mercados – Finlândia, Irlanda, Alemanha e República Checa – também apresentaram resultados de deflação. No outro extremo da escala, os maiores aumentos foram os da Turquia (+ 9,2%) e Hungria (+ 3,1%).

“Estes resultados devem-se a uma combinação de factores”, declara o diretor europeu de retail insights da Nielsen, Jean-Jacques Vandenheede. “Os custos de produção caiem, graças a preços mais baixos do petróleo e os retalhistas praticam ainda uma intensa atividade promocional para combater o aumento da popularidade dos discounters. Além disso, quase três em cada dez europeus admitem mudar para marcas mais baratas com o objetivo de economizar dinheiro “.

Globalmente, a Turquia continua a destacar-se com o maior crescimento de vendas anual (+ 9,5%), seguida pela Hungria (+ 5,5%), Suécia (+ 4,9%) e Grécia (+ 4,8%).

Dos cinco principais mercados da Europa Ocidental, Espanha (+ 2,7%) apresentou o maior crescimento de vendas, seguido pela Alemanha e França (ambos + 1,5%). Apenas o Reino Unido regista valor negativo (-0,5%).

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