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Crise obriga portugueses a reduzir na alimentação

Por a 9 de Abril de 2014 as 15:59
crise

Apesar dos maiores cortes dos portugueses serem nas actividades de lazer (78,8%), vestuário (76,2%) e combustível (66,2%), um número significativo de consumidores admite que a crise económica e financeira que o país atravessa já os obrigou a cortar na alimentação (33,8%), mas também em educação (25,4%) e saúde (30%).

Estas conclusões integram um estudo do Cetelem sobre a Literacia Financeira dos portugueses.

O rigor orçamental imposto pela crise económica é manifesto na forma como os portugueses passaram a gerir as suas finanças pessoais. As primeiras vítimas da austeridade são as despesas de lazer ou as despesas facilmente opcionais, sistematicamente sacrificadas em primeiro lugar: lazer e vestuário. A seguir as despesas opcionais que correspondem aos itens de despesa relativamente fáceis de anular, como o combustível (pode-se optar por menos deslocações ou por recorrer a transportes públicos). Seguem-se, todas as compras que exigem um investimento mais significativo, sendo provavelmente planeadas num horizonte temporal mais longo: telecomunicações (62,4%), TV, informática (60,2%), electrodomésticos (58,6%), remodelações (56,8%), viaturas (55,4%), mobiliário (54%) e imobiliário (46,6%).

“A crise obrigou a definir novos padrões de consumo. Tiveram de ser feitas escolhas no quotidiano e nenhuma despesa ficou a salvo. Os últimos anos têm sido de reflexão e a conclusão é quase sempre o corte da despesa. É conveniente notar que, entre os itens sacrificados em último recurso, se encontram a educação, a saúde e a alimentação, o que representa um comportamento muito racional dos portugueses. No entanto, o número de portugueses que afirma ter reduzido despesa neste tipo de item é significativo (rondam cerca de 30%)”, afirma Diogo Lopes Pereira, director de marketing do Cetelem em Portugal.

Ficha Técnica

O estudo foi realizado entre 17 e 25 de Fevereiro em colaboração com a MultiDados, através de 500 entrevistas telefónicas a portugueses de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal. O erro máximo é de 4,4% para um intervalo de confiança de 95%

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