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Bicafé entra em cadeia de distribuição no Luxemburgo

Por a 30 de Setembro de 2013 as 12:38
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A Bicafé entrou nos lineares de uma das maiores cadeias de distribuição no Luxemburgo. O pretexto para uma entrevista com Mariana Gandra, responsável de marketing, que passa a pente fino o negócio em Portugal e no estrangeiro

Como conseguiram entrar na cadeia de hipermercados Cora? Qual o percurso até chegar aqui?

A Bicafé criou uma empresa de distribuição no Luxemburgo em 1991 e, ao longo destes mais de 20 anos, construímos uma imagem de empresa de qualidade, credível e de confiança, imagem essa que se estende também à Bélgica, França e Alemanha. Esta longevidade, aliada a uma excelente relação com o mercado, traduz-se numa natural facilidade em colocar os nossos produtos nas grandes superfícies.

Sendo um grupo belga com várias cadeias internacionais de super e hipermercados, em que lojas está à venda a vossa marca?

Os hipermercados Cora pertencem a um grande grupo com sede na Bélgica, juntamente com as insígnias Match e Smatch. O processo de colocação dos nossos produtos nas unidades deste grupo passou pela negociação com a central de compras, e neste momento, o nosso café está disponível no Luxemburgo em todos os hipermercados Cora e em todos os supermercados Match e Smatch.

Num futuro próximo, estarão em França e Bélgica, estando a decorrer todo um trabalho de contacto directo com cada responsável de loja para promover a colocação do produto nos lineares.

Quais os produtos à venda nestas lojas?

Nestas unidades, temos à venda as nossas cápsulas Point, compatíveis com as nossas próprias máquinas e com a maioria das máquinas Delta Q e Lavazza, assim como as cápsulas Spiral, compatíveis com as máquinas Nespresso. Temos ainda à venda café em grão em embalagens de 1kg.

O mercado europeu é ainda uma das vossas grandes apostas no mercado internacional. Porquê?

O mercado europeu é uma aposta da Bicafé há mais de trinta anos. Em 1981, criamos a nossa filial francesa, com sede em Paris. Seguiram-se as filiais do Luxemburgo (1991), Espanha (1994), Marrocos (2000) e, mais recentemente, Reino Unido (2009). Este projecto, na sua vertente internacional, é um processo já amadurecido, que consideramos ser parte da natural evolução da empresa. Além desta presença directa, trabalhamos com agentes em Moçambique e na África do Sul há mais de 20 anos, no Canadá e, mais recentemente, no Egipto.

Em determinada altura deixámos de ter mercado nacional ou mercado europeu, passamos a ter um mercado global. E, por isso, temos ainda outros países em agenda para colocarmos os nossos produtos ainda este ano, sem esquecer a consolidação dos mercados em que já estamos.

No mercado nacional, queremos estar ainda em mais insígnias da grande distribuição, mas queremos também dotar as nossas filiais de todos os meios para que possam fazer o mesmo nos seus mercados de actuação. Um claro exemplo deste facto é que também estamos já com promoções em França, em parceria com o Intermarché. E ainda estamos a estudar a extensão destas promoções a outros países, como Espanha, Marrocos e Reino Unido.

Para entender melhor esta forte aposta sem fronteiras, importa lembrar a revolução no mercado do café, que passou primeiro pela generalização do consumo doméstico de café em cápsulas e, depois, pelo fim das patentes dos maiores fabricantes. Temos estado a desenvolver as nossas próprias cápsulas compatíveis com os sistemas que já estão no mercado, aposta que se tem revelado acertada porque estes sistemas de café recolhem uma adesão consensual em todos os mercados nacionais ou internacionais.

Há novos mercados no horizonte? Os emergentes, por exemplo?

Não só estudamos a entrada nos mercados emergentes, como estamos já no terreno a implementá-la. Neste momento, estamos em negociações com diversas empresas brasileiras, russas e chinesas e vamos marcar presença em eventos propícios à concretização de negócios nestes dois últimos países até final do ano. No Canadá também estamos agora a entrar, assim como noutros países com menor expressão, como a Mauritânia ou o Senegal.

Qual a vossa estratégia de distribuição?

O canal HORECA sempre foi o nosso canal de distribuição de eleição mas, recentemente, a grande distribuição tem sido um canal que tem ganho preponderância para fazer chegar as cápsulas de cafés ao consumidor doméstico.

Quem são os potenciais compradores dos vossos produtos?

O canal HORECA sempre foi responsável por uma fatia considerável do nosso volume de vendas e acreditamos que continuará a ser.

Contudo, com a generalização dos sistemas de cápsulas e o incremento do consumo doméstico, centramo-nos também no consumidor final. O comprador das nossas capsulas é um amante do tradicional café português, que valoriza a qualidade do produto e as características distintivas de um bom café expresso e que procura adquirir o produto sem ter que se sujeitar a filas de espera. Trata-se de um homem ou mulher que procuram a facilidade de aquisição (daí estarmos disponíveis nas lojas de retalho), aliada à qualidade do produto e a um preço muito competitivo.

Como está a correr o mercado nacional? Quais as estimativas para o conjunto do ano?

A Bicafé está a ter um 2013 com resultados muito positivos em Portugal. Apesar de uma relativa quebra no consumo no canal HORECA, as vendas no mercado do retalho têm vindo a crescer sustentadamente, o que deu lugar a um crescimento real da empresa na ordem dos 10% (números considerados até Julho 2013, em relação ao período homólogo de 2012).

Apesar da prestação positiva, a empresa tem ainda definida uma forte estratégia de marketing para o último trimestre de 2013, que passará pela realização de promoções (L3P2) em todas as lojas da grande distribuição em que marcamos presença. Com estas acções, esperamos conquistar mais mercado, fidelizar consumidores e ter um crescimento na ordem dos dois dígitos em 2013.

Bicafé em Números

Volume de Negócios total em 2011: €5.151.760

Volume de Negócios total em 2014 (previsão): €11.500.000

Volume de Exportações em 2011: €2.627.398

Volume de Exportações em 2014 (previsão): €8.600.000

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