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Associações de panificação respondem a notícias relacionadas com a qualidade do pão

Por a 26 de Abril de 2010 as 10:20
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Num comunicado enviado às redacções, a Associação dos Industriais de Panificação e Similares do Norte (AIPAN), Associação de Comércio e Indústria de Panificação (ACIP), Associação Industrial de Panificação de Lisboa (AIPL), e Associação Industrial de Panificação da Madeira (AIPAM), e depois das notícias “alarmistas” recentes publicadas por vários órgãos de comunicação social, no seguimento da divulgação de um estudo académico relativamente à presença de uma toxina passível de, em certas situações, prejudicar a saúde, refutam “com veemência o tratamento alarmista e irresponsável que alguns jornais deram a um estudo que em nenhum ponto, tanto quanto pudemos já apurar junto dos autores, atribui ao pão os efeitos nocivos decorrentes da presença da ocratoxina A nos cereais utilizados no seu fabrico”.

As associações desmente, assim, “que o pão português, um produto fundamental na dieta alimentar da nossa população há muitas gerações, possa prejudicar a saúde”, adiantando que “a indústria da panificação nacional tem vindo a fazer, nos últimos anos, investimentos relevantes na sua modernização e pode hoje afirmar que cumpre com as mais exigentes normas de higiene e segurança alimentar. Isto mesmo pode atestar a ASAE, cuja actividade inspectiva, no âmbito do nosso sector, tem contado com a total colaboração das empresas”.

Para informar os consumidores portugueses sobre os ingredientes e o processo de fabrico do pão tradicional que se faz em Portugal, acaba de ser activada uma linha telefónica, acessível pelo números 228315124 e 800205449, disponível todos os dias entre as 9 e as 19 horas, informando as associações que subscrevem este comunicado que “por nada haver a esconder e por respeito pelos interesses dos consumidores e pela saúde pública, vão ser feitas diligências junto do Ministério da Saúde e da ASAE para cabal esclarecimento da situação, nomeadamente quanto à existência de quaisquer situações como aquelas que, alegadamente, as notícias veiculam”.

Além disso, as associações manifestaram, também, “total abertura para colaborar com as autoridades sanitárias e académicas para todos os estudos que ajudem a monitorizar o fabrico do pão tradicional português”, com o objectivo de renovar a “confiança da indústria da panificação portuguesa na indústria de moagens nacional, dois sectores em que predominam operadores de capital exclusivamente português e cuja actividade assume relevante importância para a sustentabilidade do emprego (mais de 200 mil pessoas) e o funcionamento da nossa economia”.

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