Gallo muda imagem para conquistar consumidores jovens

3 de Agosto de 2006 por Hipersuper

gallo

Uma marca tem de renovar a sua imagem com frequência, defendeu Pedro Cruz, director de marketing da Fima, para justificar a mudança de imagem dos azeites Gallo, após ter sofrido um restyling no ano passado. O ideal é «renovar a rotulagem de quatro em quatro anos e a comunicação de dois em dois», sublinhou o responsável.

Conquistar consumidores mais jovens, que começam agora a gerir as compras domésticas, é o principal objectivo desta mudança que consiste numa alteração da rotulagem em toda a gama de azeites, num investimento de três milhões de euros. «O prémio que pretendemos atingir é o aumento da preferência dos consumidores entre os 25 e 40 anos», salienta Pedro Cruz.

A empresa pretende ainda distanciar-se do packaging das restantes marcas a operar no mercado, sobretudo as marcas da Distribuição que desenvolvem as embalagens a partir da imagem das marcas líderes. A renovação do packaging foi da responsabilidade da empresa britânica Pearlficher e tem como base o ícone da marca – o Galo.

Para comunicar a nova imagem, foi desenvolvida pela BBDO Portugal uma campanha publicitária para os suportes televisão e imprensa, assim como foram criadas novas caixas expositoras para o ponto de venda que «obrigam» o consumidor a perder mais tempo e envolver-se mais na compra. Quanto ao facto de os preços poderem encarecer no ponto de venda, Pedro Cruz garante que desde o início do ano o custo do azeite desceu 25%.

Líder de mercado desde a década de 70, Gallo é uma das cinco marcas mais antigas em Portugal, com pendor internacional, sublinha Pedro Cruz. A marca foi adquirida pela Fima em 1989 e actualmente é detida pela Unilever e pelo grupo Jerónimo Martins. A grande mais valia da marca, de acordo com o director de marketing da Fima, é «saber escolher os azeites e loteá-los, assim como o investimento que é canalizado para manter as características organolépticas do produto, já que este vai perdendo qualidades à medida que vai envelhecendo».

Além da liderança no mercado nacional, a marca Gallo é bastante dinâmica na Venezuela e no Brasil, mercados estes que são alvo da maior fatia de investimento da marca, apesar de estar presente em 36 países, espalhados pelos cinco continentes. A marca facturou no ano passado 80 milhões de euros em Portugal e tem uma quota de 30% em volume e 31% em valor.

São consumidos no mercado nacional sete litros de azeite per capita, ou seja, Portugal está no quatro lugar em termos de consumo de azeite na Europa, logo a seguir à Grécia, França e Espanha. No Brasil, Gallo é a marca nº 2 e a única com distribuição nacional, explica o director de marketing da Fima. No que diz respeito ao mercado venezuelano, Pedro Cruz elogia a particularidade de apresentar boa performance no segmento dos azeites com sabores, área pouco dinâmica em Portugal.

     
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